Tuesday, July 08, 2008

Localismo Globalizado

Muito embora o "apetite" não seja por aí além, acredito que escrever um pouco talvez me ajude a sair deste "baixo astral" e não pensar nas muitas folhas que tenho de ler para que a frequência de amanhã não seja um desastre e também para que as minhas pernas não se recordem do quão estão cansadas por terem caminhado meia Lisboa, enfim...

Apetece-me dissertar um pouco sobre a dolce pizza que embora seja, actualmente confundida com a fastidiosa e hiper-calórica fast food pode, e é-o na sua essência, ser um alimento saudável, dependendo unicamente das mãos que lhe dão forma e dos ingredientes que a compõem.

Não há consenso quanto aos seus pioneiros, há quem aponte os gregos, outros os egípcios, mas isso pouco importa. O facto é que a dita cuja chegou a Itália pelas mãos das Cruzadas. Não a pizza como hoje a conhecemos mas antes a sua massa feita de farinha de trigo e água. Desembarcou então no porto de Nápoles e aí a arte de confeccionar pizza foi evoluindo, variando e ganhando notoriedade.

Creio que hoje vivemos num mundo onde a democracia gastronómica está cada vez mais implantada, onde a globalização também se alastrou à esfera gastronómica. Quero com isto dizer que os localismos gastronómicos tornaram-se globais e por isto podemos encontrar sushi no Calvário (Lisboa), pastéis de nata em Londres, hot dogs na Rússia, paella na Finlândia e pizza na Patagónia.


O resultado desta situação pode ser desastroso caso o objectivo de quem comercializa comida típica de um determinado país o faça sem ter em conta os detalhes, a qualidade dos alimentos, a apresentação e o gosto no que esta a cozinhar. Acredito que se deve ter sempre um grande respeito pelo que se está a preparar para colocar na mesa. Com isto quero então dizer que a verdadeira pizza, seja degustada em Nápoles ou noutro qualquer local não deve ser considerada fast food, desde que consigamos não ceder à secção de congelados dos supermercados (o que aí encontramos não são pizzas, antes futuros problemas de saúde).

Margherita, Calabresa, Toscana ou 4 queijos são apenas alguns exemplos das pizzas mais tradicionais e conhecidas. No entanto, hoje em dia a variedade é absolutamente incrível podendo acrescentar-se quase tudo o que se tenha no frigorífico, desde fruta, enchidos, ovos, etc. Imaginação é a palavra de ordem.

Todavia, aconselho ingredientes saudáveis, para que esta possa ser saboreada sem ter em conta o "ponteiro da balança", como mozzarella (e como eu gosto de mozzarella), ervas aromáticas (manjericão, oregãos, salsa), cogumelos, azeitonas, atum, ovo cozido, fruta fresca, tomate ou carne picada de qualidade.


A típica massa da pizza pode ser, de quando em vez, substituída por uma bela fatia de pão, de boa qualidade é claro. Abaixo tenho esta imagem de uma pizza no pão que não demora mais do que 20 minutos a colocar na mesa. O recheio segue a máxima da imaginação e da qualidade dos ingredientes. A reacção de quem a degusta é sempre boa, pelo menos não me posso queixar do meu "provador de serviço".






1 comment:

Anonymous said...

La ringrazio per Blog intiresny