Thursday, August 14, 2008

Dieta Mediterrânica em Queda


As dietas são como os "chapéus do Vasco Santana", existem muitas, mas só uma pretende ser considerada Património Cultural Não Material da Humanidade, segundo solicitação da nossa vizinha Espanha, uma vez que é considerada por muitos especialistas a mais saudável dieta do Mundo.
Chamo atenção para facto do termo dieta corresponder aos hábitos alimentares individuais (saudáveis ou não) e não a uma forma de conter o peso.

A Dieta Mediterrânea sobrevive há mais de quatro mil anos inerente aos povos da bacia do Mediterrâneo, onde três continentes se unem. Países como Portugal (apesar de não ser banhado pelo Mediterrâneo, produz todos os ingredientes que fazem parte deste dieta), Espanha, Grécia, Turquia, Itália, Israel, Marrocos, etc. Países com culturas muito distintas, com produtos característicos desta região e que em conjunto dão forma a esta cozinha mundialmente conhecida.

Essencialmente, a Dieta Mediterrânea engloba uma tão variada e saudável gama de ingredientes como: pão, arroz e outros cereais, massas, leguminosas (como lentilhas, feijão ou ervilhas), batata, fruta fresca, frutos secos (como nozes e avelãs), hortaliças (utilizadas nas sopas, ou como acompanhamento de outros pratos), azeite (uma gosrdura vegetal amiga do coração), a carne, o peixe e lacticínios .

Estes são talvez os principais produtos da Dieta do Mediterrâneo, arrisco também o vinho, que nesta região é abundantemente cultivado (são tão bonitos os campos recheados de videiras que podemos encontrar no nosso Portugal),pois é igualmente considerada uma excelente região ara a sua produção.
Contudo, é necessário ter em linha de conta que todos os ingredientes acima referidos devem ser consumidos com moderação e sempre acompanhados de uma actividade física adequada e presente na vida de cada um de nós.

Nos últimos tempos vários estudos científicos vieram comprovar que este regime alimentar acarreta vários benefícios à saúde de quem a pratica, ajudando na prevenção de doenças cardíacas ou cancro. e porquê? Porque é um regime com um baixo teor de gordura saturada.

Apesar de todos estes estudos que tornam esta dieta um produto positivamente exportável, um outro estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) alerta para a galopante perda de seguidores na região de que é original. Exemplo disso é a constatação do elevado índice de obesidade desta região, em países como Portugal, Espanha, Itália ou Grécia que possui o mais alto índice de massa corporal (IMC) da União Europeia.

Num mundo cada vez mais globalizado, onde a fast food é rainha e senhora, onde o que é rápido, calórico e amigo da senhora dona preguiça não fazem cerimónias para entrar em nossas casas, não é de estranhar a perda de seguidores da "nossa" dieta. Ainda mais triste são os elevados níveis de pessoas que sofrem de diabetes, colesterol elevado, ataques cardíacos,obesidade e por ai fora.

É o que vos tenho dito, Educação Alimentar e actividade física, uma via que tarda em ser seguida e que todos os dias custa muitas vidas.

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