Wednesday, January 18, 2012

Um clássico dos tempos modernos; alimentação saudável vs fast food


Todos sentimos na carteira a conjectura económica desfavorável que se vive, e no que concerne a hábitos alimentares esta traduz-se num clássico dos tempos modernos; alimentação saudável vs fast food a baixo custo e ready to eat.

A isto, se juntarmos a falta de tempo, criatividade e a muitas vezes presente preguiça, a situação parece ganhar contornos maiores.

As famílias, grandes ou pequenas, procuram ser o mais abeis no que apelido de “Engenharia de supermercado” (do ponto de vista económico e nutritivo).
Existem dicas básicas para tal empreitada sendo a mais pertinente a elaboração de uma lista coerente que tenha em atenção a razão e não a gulodice (sempre muito tentadora nos slogans propagandísticos que inundam as prateleiras de qualquer superfície comercial).

Tendo em conta a minha experiência em listas e luta incansável por uma alimentação saudável a escolha de produtos alimentares deve ter em conta os nutrientes que necessitamos (pode parecer algo demasiado racional, mas o meu paladar e criatividade foram assim treinados).
Ora bem, necessitamos de hidratos de carbono, proteínas, gorduras (estas importantes do ponto de vista energético, plástico e construtor), fibras, vitaminas e sais minerais (com funções reguladoras e protectoras).

Sabendo que alimentos correspondem a tal, não exagerando nas quantidades (vivemos num mundo onde o excesso de peso leva, na grande maioria das vezes, à obesidade e que gordura deixou de ser formosura ou sinónimo de riqueza) e usando uma bela dose de criatividade (hoje ao alcance de todos com receitas de refeições saudáveis e económicas espalhadas pela internet em programas de tv, revistas, jornais e livros de cozinha) é efectivamente possível elaborar refeições económicas, rápidas e saborosas.

Em jeito de exemplo, cá em casa e porque não é fácil encontrar peixe (a não ser congelado e nem sempre barato) o frango, carne de vaca, ovos ou queijo são as proteínas diárias que são acompanhadas por um destes hidratos de carbono, pasta (a variedade é gigante, desde simples, recheada, fresca ou seca), arroz ou batata (confesso que não sou fã deste tubérculo) onde se junta sempre uma bela quantidade de legumes que procuro variar ao máximo (aí que não compre em granes quantidades mas antes em diversidade) tudo cozinhado com uma gordura saudável como azeite ou óleo de sésamo (é por vezes caro, mas usado com regra é rentável).
E se não tenho tempo para preparar um molho tenho sempre uma ampla gama de molhos em qualquer supermercado como o de tomate, tomate com chilli, com basílico, molho de soja, sweet-chiili, etc, etc, etc.

Sou apologista de aproveitarmos o que nos rodeia, e neste caso, se as comunidades asiáticas aqui abundam porque não uma incursão pelas suas mercearias, ver o que por lá existe (o preço surpreende muitas vezes), perguntar como cozinhar este e aquele alimento e pôr à prova o nosso paladar.

Eu não vejo desculpa para cedermos à fast-food de forma rotineira (a não ser que sejamos preguiçosos em estado já terminal) ou cozinharmos sempre com os mesmos produtos e sempre da mesma forma. A criatividade está ao alcance de todos.






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